

Hoje, 12/12, Barroso completa 72 anos. Celebramos não apenas o tempo, mas o caminho percorrido até aqui. Para compreender a cidade de hoje, é preciso lembrar quem fomos. Por mais de uma década, antes de 2001, Barroso enfrentou conflitos políticos constantes, rivalidades desgastantes, desorganização fiscal, serviços fragilizados e atrasos salariais que atingiam diretamente a vida das pessoas. Era um período de muitas incertezas e desconfianças.
Mas a história não ficou ali. A partir de 2001 começou uma nova etapa, marcada por reconstrução e mudança de postura. Barroso deixou para trás as lamentações e a busca por culpados, e passou a investir na transformação e em novas atitudes coletivas. Assim, passo a passo, a cidade reencontrou o equilíbrio, recuperou a confiança e consolidou uma cultura administrativa capaz de atravessar qualquer turbulência. Iniciou-se uma nova Barroso.
Se antes de 2001 vivemos mais de uma década de desequilíbrio, hoje acumulamos mais de duas décadas de estabilidade e progresso. É verdade que, nesse caminho, alguns gestores enfrentaram dificuldades ou condições adversas. Mas, graças à estrutura criada em 2001 e ao amadurecimento institucional reforçado pela Educação Fiscal, esses episódios foram pontuais e de menor impacto. A base construída lá atrás impediu o retorno do caos do passado.
Dentro dessa evolução, a Educação Fiscal teve papel determinante. Surgiu para ampliar a consciência coletiva sobre a origem e o uso dos recursos públicos, fortalecer a cidadania e impedir que antigos ciclos se repetissem. Barroso passou a incorporar responsabilidade ao cotidiano administrativo, do Executivo ao Legislativo. Em 2024, a Câmara reafirmou esse compromisso, destacando-se entre os cinco melhores projetos de Minas Gerais, na categoria Instituição, com o projeto Blitz nas Unidades Públicas, iniciado em 2022.
Os resultados dessa transformação são visíveis. Desde 2013, quando foi criado o Prêmio Nacional de Educação Fiscal, Barroso tornou-se referência. Naquele mesmo ano, venceu a primeira edição com um projeto que narrava a reorganização iniciada em 2001. E a trajetória só cresceu. Recentemente, a Escola Municipal Professora Clotilde Rocha conquistou o 3º lugar nacional, e recebeu homenagens em Belo Horizonte, ao lado da Escola Municipal Professora Georgina Corsina Pinto, que se destacou no estado.
Hoje, aos 72 anos, Barroso vive um tempo diferente: mais progressivo e mais consciente. Há desafios, como em qualquer cidade, mas seguimos certos de que, quando uma comunidade decide mudar sua história, nenhum passado difícil impede um futuro de conquistas. E a atual administração tem honrado esse legado guiando Barroso a um capítulo histórico de progresso, estabilidade, equilíbrio e paz.
Viva Barroso!